Acordei cedo. Era um domingo e eu precisava me arrumar para ir à igreja. Fiquei ansioso a missa inteira, pois planejava chamar ela para sair, mas não sabia ao certo o lugar. Eu queria impressioná-la, queria levá-la a um lugar legal e diferente. Antes disso, faltava a parte principal: Convidá-la.
Assim que a missa terminou, eu corri pra casa e perguntei se ela queria sair comigo, torcendo pra ela dizer sim. Para a minha surpresa, ela aceitou. Pensei "Uau, não acredito! Ela aceitou sair comigo, obrigado, meu Deus!". Parecia uma criança ao descobrir que ganharia um super videogame ou coisa parecida. Enfim, fiquei muito feliz. Daí ela perguntou para onde iríamos. Legal, acabei esquecendo os lugares bacanas para impressioná-la. Foi aí que me veio na cabeça o Starbucks. Era uma loja Starbucks normal na Paulista, mas que eu considerava um lugar especial pra mim, e pensei que, talvez, ela iria gostar. Depois de local confirmado, marcamos o horário e pronto.
Foi a primeira vez em que fiquei duas horas no banho me lavando mesmo. Peguei minhas roupas preferidas e acabei com o resto do meu perfume, que estava um pouco menos da metade. Eu queria muito que aquele dia fosse perfeito, então corri pra estação, pra tentar chegar exatamente no horário combinado, ao menos uma vez, pois sempre me atraso e... Bom, isso não vem ao caso.
Cheguei uns 15 minutos atrasado, ou seja, meu plano de tentar chegar mais cedo não funcionou. Quando cheguei, vi aquele rostinho fofo, com aqueles olhinhos puxados e um sorrisinho lindo, já sabia que, independente do que acontecesse, só de lembrar daquela cena, o dia valeria a pena.
Saímos e eu a levei ao nosso destino, o Starbucks. No caminho, pegamos uma chuva que encharcou até os meus dedos do pé, mas eu nem tava ligando. Estávamos rindo e correndo para o Starbucks, ensopados, mas felizes.
Assim que abrimos a porta do lugar, eu me desesperei por um segundo. Estava lotado, todas as poltronas estavam ocupadas, até mesmo as cadeiras. Ficamos à espreita de um lugar para sentar. Conseguimos uma mesa. Da mesa, continuamos à espreita de uma poltrona. Assim que vimos um homem se levantando, corremos para lá, desesperados. Dividimos uma única poltrona, e por assim ficamos. Conversando, rindo, tirando fotos nossas e das pessoas a nossa volta. Foi assim durante umas duas horas, até que, aconteceu. Nossos lábios se encontraram. Eu senti sua mão passando em minhas costas, tão delicadas, faziam uma massagem relaxante, junto aquele beijo. Eu conseguia sentir a respiração dela, e aquele cheirinho único. Como eu gosto daquele cheiro. É um cheiro doce, que limpa meu pulmão e que, junto com o beijo, me transportou pra um lugar maravilhoso, que eu encontro toda vez que nos beijamos. Enfim, continuando, foi um momento maravilhoso.
Depois daquele momento, era a hora de irmos embora, já havia anoitecido e ambos precisávamos voltar para nossas casas. Fomos para a estação, de mãos dadas, conversando e dando mais risadas. O sorriso dela é lindo. Conseguimos entrar em um vagão quase vazio, por sorte. Sentamos e ela apoiou a cabeça em meu ombro. Ainda de mãos dadas, fiquei admirando-a, até chegar no ponto onde iríamos nos separar. Dei um beijo em seus lábios mais uma vez, me despedi e voltei pra casa.
No caminho de volta, revivi cada segundo. Não só do beijo, mas do dia inteiro. Quando cheguei em casa, não sabia muito bem o que falar para ela. Se eu perguntava se ela gostou do beijo, se ela iria querer sair de novo comigo.. Estava com um medo idiota, mas estava. Foi aí que, numa conversa, esse assunto acabou aparecendo, e ela me disse que tinha gostado do dia, e que poderíamos repeti-lo mais vezes. Aquilo foi pra me transbordar de felicidade. Ela estava me dando uma chance. Naquele dia, jurei a mim mesmo que iria cuidar dela, que eu seria uma pessoa melhor. Fui dormir muito bem. Sonhei com mais dias como aquele, com os que ainda estavam por vir. Nunca tinha dormido tão bem em toda a minha vida. Eu também estava feliz por mais um motivo: Aquele foi apenas o nosso primeiro dia juntos, e muitos ainda estavam por vir.
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