Diário de um sobrevivente #1

- Dia e mês desconhecidos, 2012


Acordei com uma dor de cabeça muito forte. Estava no hospital. Não sei como fui parar naquele lugar, nem que dia que é hoje, só sei que esta um caos lá fora. Ha corpos por todos os lados, carros abandonados, lojas em chamas.
Sai do hospital e tentei pedir informação para um senhor. O desgraçado tentou me morder, então peguei a primeira coisa que eu achei por perto e dei um golpe certeiro na cabeça. Não parei pra conferir se estava morto ou não, eu só corri em direção a minha casa. No caminho encontrei outras dessas "coisas", mas passei batido por elas. Não quis arriscar.
Quando cheguei em casa, percebi que alguém já havia passado por lá primeiro. Saqueadores. Com exceção de algumas roupas, não deixaram nada. Peguei uma calça e uma camiseta na pilha de roupas rejeitadas e me troquei. Lembrei da minha .45 que ficava escondida no fundo falso do armário. Rezei para que ainda estivesse lá. Graças a Deus, estava. Peguei a arma, o coldre, e a munição extra. Arrumei o coldre na cintura com a arma e a munição, e fui dar uma olhada na casa do meu vizinho, o Rico. Os saqueadores também atacaram sua casa, mas novamente, esqueceram de levar certas coisas. Dessa vez, o objeto abandonado era um rádio. Ainda estava funcionando. Sincronizei na rádio local de St. Catharines. O sinal não estava muito bom, mas mesmo assim consegui ouvir algo sobre ir para a cidade grande mais perto, pois lá haveria um acampamento para os sobreviventes, com comida, água, e abrigo. No meu caso, a cidade grande mais próxima é Toronto. Vou usar as minha últimas horas de luz do dia para procurar mantimentos, e amanhã de manhã vou partir para Toronto. Não tenho carro, então terei que ir andando, e, se não me engano, de St. Catharines até Toronto a pé, vai dar mais de um dia de viagem.
Espero que, quando eu chegar a Toronto, alguém me explique o que esta acontecendo, pois continuo sem entender nada.

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